segunda-feira, 30 de setembro de 2013

São Jerônimo

Xangô no Reino da Umbanda!

São Jerônimo recebeu ao nascer o nome de Eusebius Sophronius Hieronymus em latim, na região de Estridão (em Dalmácia, Roma) no ano de 347. Ele foi um Padre Cristão conhecido, principalmente, por traduzir a Bíblia do Grego e do Hebraico para o Latim.
É o Padroeiro dos Bibliotecários, dos Tradutores e Patrono do Secretariado. A edição de São Jerônimo, a "Vulgata" (publicada em 400 d.C.), ainda é o Texto Bíblico oficial da Igreja Católica Romana. Ele faleceu em Belém em 30 de setembro de 420 - data de sua festividade.
São Jerônimo é sincretizado com Xangô, o Orixá que representa a Justiça Suprema, e está associado ao Relâmpago, ao Fogo e às Pedreiras. Na Umbanda, representa uma das Sete Linhas Sagradas.
Nessa Linha, as Entidades apresentam-se usando nomes que representam a vibração ou a energia de Xangô, tais como: Sete Pedreiras, Sete Cachoeiras, Sete Montanhas, Sete Fogueiras, Sete Relâmpagos, Sete Raios, Pedra Preta, Pedra de Fogo, Serra Dourada, Machado de Fogo, etc.
No entanto, também existem Caboclos "puros" de Xangô que podem se apresentar usando um de seus Títulos ou Qualidades, tais como: Agodô, Aganju, Alafiá ou Alafim, Kaô, Alufan, Abomi, entre outros.
A cor representativa de Xangô é o marrom, pois representa a energia da Terra. E seus símbolos são: machado, chave, fogo, balança, livro, etc.

Por que o leão sentou-se próximo a São Jerônimo?
"Em uma tarde de estudos, São Jerônimo sentou-se com seus amigos monges nos arredores do monastério, em Jerusalém. Enquanto ouviam a lição do dia, um gigantesco leão aproximou-se andando apenas em três patas. O caos seguiu-se e todos os monges correram mas, São Jerônimo, calmamente, levantou-se e foi ao encontro do felino.
O leão não podia falar, mas ofereceu a sua pata ferida ao padre. Jerônimo examinou-a e pediu, a um dos monges menos medrosos, um balde com água. Lavou a pata ferida e notou que haviam alguns espinhos. Jerônimo retirou com cuidados os espinhos e aplicou uma pomada sobre os ferimentos. Todo esse cuidado amansou o leão, que ia e vinha pacificamente onde estava São Jerônimo, como se fosse um animal doméstico. Deste episódio Jerônimo disse: -Pensem sobre isto e vocês encontrarão várias respostas. Eu creio que não foi tanto para a cura de sua pata que Deus o enviou, pois Ele curaria a pata sem a nossa ajuda, mas enviou o leão para nos mostrar o quanto Ele estava ansioso para prover o que necessitamos para o nosso bem.
Os irmãos sugeriram que o leão poderia ser usado para acompanhar e proteger o jumento que carregava a lenha para o monastério. E assim foi por muito tempo... O leão guardava o jumento enquanto este ia e vinha. Um dia entretanto, o leão ficou cansado e dormiu, enquanto o jumento pastava. Mercadores de óleos egípcios, que por ali passavam, levaram o jumento. Quando o leão acordou, passou a procurar o outro animal com incrível ansiedade! Procurou o dia todo mas, no final do dia voltou e ficou parado no portão do monastério. Sentiu-se consciente de sua culpa e ficou cabisbaixo.
Quando os outros monges o viram, concluíram que o leão tinha comido o jumento. Então, recusaram-se a alimentar o leão e o enxotaram. Mas, ainda restava a dúvida se o leão havia ou não matado o jumento... E assim Jerônimo mandou que eles procurassem pela carcaça do mesmo, mas eles não  a encontraram. Os monges deram a notícia a São Jerônimo que falou: -Eu fico triste pela perda do asno, mas não façam isto com o leão. Tratem dele como antes, dêem-lhe comida e ele fará o serviço do jumento. Façam com que ele traga em seu lombo algumas peças de lenha. E assim aconteceu.
O leão regularmente fazia a sua tarefa, mas continuava a procurar o seu velho companheiro. Um dia, ele subiu uma colina e viu na estrada homens montados em camelos, mas um deles estava montado em um jumento. Ele foi então ao encontro deles. Ao se aproximar, o leão reconheceu o seu amigo e começou a rugir. Os mercadores assustados correram e deixaram o jumento, os camelos e a carga para trás.
O leão, então, satisfeito, conduziu os animais para o mosteiro. Quando os monges viram aquela cena inusitada, de um leão liderando um jumento com camelos, correram contar para Jerônimo. Este foi lá, abriu os portões e disse: -Tirem a carga dos camelos e do jumento, lavem suas patas e dêem comida a eles e esperem para ver o que Deus tinha em mente para mostrar a este seu servo quando nos deu o leão.
Quando suas instruções foram cumpridas, o leão começou a rugir de novo e a balançar o seu rabo alegremente. Os irmãos, com remorso, por pensarem mal do pobre leão, disseram uns aos outros: -Irmão, confie na sua ovelha, mesmo se por um tempo ela pareça um ganancioso rufião... E Deus fará um milagre para curar o seu caráter!
Nesse meio tempo Jerônimo sabendo o que viria disse: -Meus irmãos fiquem preparados e preparem refrescos, porque novos hóspedes virão e deverão ser tratados sem embaraços. Assim, os monges se preparam para receber as visitas. Em pouco tempo os mercadores estavam no portão. Foram bem recebidos, mas se prostraram aos pés de São Jerônimo e pediram perdão por sua falhas. Gentilmente Jerônimo disse: -Dêem os refrescos a eles e deixem partir com os seu camelos e suas cargas.
Os mercadores ofereceram metade do óleo, que os seus camelos carregavam, para as lâmpadas do mosteiro e mais alguns alimentos para os monges. O chefe dos mercadores estão disse: -Nós daremos todo óleo que vocês precisarem durante todo ano. E nossos filhos e netos serão instruídos de seguirem esta ordem. E, ainda, nada de sua propriedade será jamais tocada por qualquer um de nós!
São Jerônimo aceitou e os mercadores fizeram esse acordo. Estes aceitaram os refrescos e partiram tranquilos para o seu povo. São Jerônimo então disse aos demais monges: -Vejam, meus irmãos, o que Deus tinha em mente, quando nos mandou o seu leão!"

sábado, 28 de setembro de 2013

Anjos e Arcanjos

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Todos nós somos protegidos a todo momento, mesmo sem perceber... Cada Cidade ou Região também possui o seu Protetor. Os Anjos são citados na Bíblia, no Alcorão e em outros livros sagrados. Por isso, no mês de setembro, a Igreja unificou a celebração dos três Arcanjos mais conhecidos da história: Miguel, Gabriel e Rafael - no dia 29 (data em que se comemorava apenas o dia de São Miguel Arcanjo). No dia 02 de outubro comemora-se o Dia do Anjo de Guarda. 
Esses três Arcanjos representam a Alta Hierarquia dos Anjos Chefes, o seleto grupo dos Sete Espíritos Puros que atendem ao Trono de Deus e são os Mensageiros dos Decretos Divinos: Miguel, Gabriel, Rafael, Uriel, Jofiel, Samuel e Ezequiel. Além desses Arcanjos que já são conhecidos, temos os Anjos, Guardiões e Sentinelas Sagrados, sempre vigilantes e atentos. Todas as Hierarquias Celestes: trabalham para manter o Equilíbrio Cósmico e Universal.
Miguel significa "Ninguém é como Deus" ou "Semelhante a Deus". Ele é considerado o Príncipe Guardião e Guerreiro, grande defensor do Trono Celeste e do Povo de Deus. Fiel Escudeiro do Pai Eterno, Chefe Supremo do Exército Celeste e dos Anjos Fiéis a Deus. Miguel é o Arcanjo da Justiça e do Arrependimento, Padroeiro da Igreja Católica. Costuma ser de grande ajuda no Combate contra as Forças Maléficas.
Gabriel significa "Deus é Meu Protetor" ou "Homem de Deus". É o Arcanjo Anunciador, por excelência, das revelações de Deus e é aquele que esteve perto de Jesus durante sua a agonia no Monte das Oliveiras. Padroeiro da diplomacia, dos trabalhadores dos correios e dos operadores dos telefones. Comumente está associado a uma trombeta, indicando que é aquele que transmite a Voz de Deus, o Portador das Notícias. A missão mais importante foi confiada a Ele: o anúncio da encarnação do Filho de Deus; motivo que o fez ser venerado, até mesmo no Islamismo.
Rafael, cujo significado é "Deus te cura" ou "Cura Divina", teve a função de acompanhar o jovem Tobias em sua viagem, como seu segurança e guia - personagem central do livro Tobit (no Antigo Testamento). Foi o único que "habitou entre nós" como Ser Humano. Ele é Protetor da Saúde e da Cura Física e Espiritual; além de ser considerado, também, o Chefe da Ordem das Virtudes. É o Padroeiro dos: cegos, médicos, sacerdotes, viajantes, soldados e escoteiros.
Por isso, jamais estamos sós, pois somos observados constantemente... Cada Cidade, Reino, Região ou Vilarejo possui um Anjo Protetor a observar os acontecimentos e a transmitir as Ordens Sagradas aos seus Superiores. Um Anjo jamais interfere no Livre-arbítrio e na escolha de cada um, pois essa é a Lei Sagrada: Eles agem somente com a permissão de Deus!

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Joaninha

Uma Cosminha de personalidade!

Ela nasceu na senzala do Rio de Janeiro, no ano de 1723. Sua mãe chegou grávida ao Brasil, veio da Tribo dos Congos. Ao nascer, não teve tempo de ser amamentada ou acarinhada, pois a mãe faleceu por maus-tratos e ela foi vendida em seguida. Levaram-na para a Província das Minas Gerais, em uma Fazenda de Extração de Minério, onde foi criada por uma ama de leite, que lhe deu o nome de Joana, porque era dia de São João Batista.
Ao crescer passou a servir água e levar comida aos mineradores. Mal tinha quatro anos e já era obrigada a trabalhar. Ela tinha se tornado uma menina bonita, ágil e forte. Não gostava de ver seus irmãos de cor sendo maltratados, nem aqueles que eram de outra raça, mas que também foram escravizados (os índios). Sempre que podia levava um pouco a mais de água ou comida para eles e junto procurava levar unguento para suas feridas. Assim, a menina ganhou o apreço de todos aqueles que foram escravizados.
Quando Joana chegou na região, ela era conhecida por Minas Gerais dos Cataguás, mas depois passou a ser chamada de Minas Gerais do Rio das Velhas. Nessa época, a Capitania pertencia a São Paulo. Era um período onde muita gente morreu devido a doenças, ou lutando por território e ouro, entre outros acontecimentos. Então, começaram a chegar os primeiros criadores de gado, vindos da Bahia e abrindo picada nas matas. Eles traziam as primeiras cabeças de gado para as terra mineiras.
De São Paulo a Ouro Preto eram dois meses de marcha pelo vale do Paraíba, onde passavam pela Garganta do Embaú, pelos Vales do Rio das Mortes e do Rio das Velhas. Assim, os primeiros arraiais e as primeiras vilas de Minas foram surgindo ao longo desses rios e caminhos. Ao longo do Rio das Mortes surgiram povoados bem antigos como: Ibituruna, Lagoa Dourada, Prados, Tiradentes e São João Del Rei. E no segundo caminho da colonização de Minas, o caminho do Rio das Velhas, surgiram outros povoados.
Isso fez aumentar a disputa por ouro, gado e território e Minas Gerais tornou-se uma terra perigosa, com muitos estrangeiros. Joaninha a tudo observava e foi aconselhada por sua ama a não se envolver nas brigas dos homens e dos escravos. Um dia, porém, ela levou água aos mineradores e voltava para buscar a comida quando foi cercado por alguns tropeiros condutores de gado. Eles estavam sedentos por diversão, sede e comida... E vendo a menina assustada aproveitaram-se da situação. Ela tentou correr para junto dos garimpeiros e escravos. Enquanto corria, gritava, mas não teve tempo de chegar até eles.
Os mineradores tentaram socorrê-la, mas já era tarde, encontraram apenas seu corpo inerte no solo. Ela morreu com os olhos abertos e os braços estendidos, formando uma cruz e suas pernas estavam cruzadas. Os escravos e índios fizeram o sinal da cruz ao verem a menina estendida no solo e choraram, pois tinham carinho pela mesma. Sepultaram seu corpo e rezaram. Até o capataz se compadeceu do que viu...
Pouco tempo depois, onde o corpo foi enterrado começaram a crescer muitas flores, de todas as cores. Borboletas, besourinhos, beija-flores e outros bichos visitavam as flores e o povo começou a dizer que o local era sagrado, porque ali repousava uma menina encantada.

Estrelinha

Um Ibeji que veio das Estrelas.

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Hoje iniciamos essa Postagem saudando a São Cosme e São Damião pelo seu dia... (No Catolicismo comemora-se hoje e na Umbanda é amanhã.) Por conta disso, contaremos a história de um Ibeji que trabalha nessa Seara: o Cosminho Estrelinha.
Quando Ele iniciou seu trabalho deu o nome de Christian e explicou porque usava esse nome... "Cristiano" é a forma espanhola ou italiana de dizer "cristão" e significa "aquele que é semelhante a Cristo". Ele explicou que trabalhava para Oxalá (Jesus) e sentia muito orgulho em Servi-Lo!
Após alguns anos, Christian "cresceu" e disse que trabalharia como Cosminho e que assumiria o nome de Estrelinha: "Aquele que veio das Estrelas". (Muitos chamam esses pequeninos de Star Children e, quando adultos, eles são Star People). Por isso, no Ponto Riscado, seu símbolo maior era uma Estrela.
Estrelinha disse que, em todas as encarnações que viveu na Terra desencarnou criança, em meio às catástrofes naturais, como: avalanches, tornados, furacões, tsunamis, enchentes, etc.
Sua missão era sempre a de alertar a população sobre o amor a Deus e de mostrar que a vida é eterna. Ele disse que, hoje em dia, é mais fácil entender sobre sua existência, porque aqui na Terra existem muitas crianças semelhantes a ele: Índigos, Cristais, Arco-Íris, Pérolas, Esmeraldas, Safiras, etc.
Como, por hora, ele cumpriu a sua missão de mensageiro de Cristo, não precisa mais reencarnar nesse Plano... Mas, disse que continuará trabalhando no Plano Espiritual.
Através do Cosminho Estrelinha saudamos a todos os "Cosminhos e Cosminhas" que trabalham na Umbanda Sagrada: "Omi Ibejada... Ibejeró, Erêmin!"

Uma Observação: Alguns "Cosminhos" se apresentam no Terreiro como se fossem Bebezinhos, ou seja, bem novinhos, com a aparências de 3 a 4 anos. Quando dizemos que eles "cresceram", queremos dizer que eles passaram a ter entre 7 ou 8 anos. É como se fosse um Desenvolvimento...

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Os Caboclinhos e as Caboclinhas da Umbanda!

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Na Umbanda Sagrada temos a Linha de Ibeji, comandada por São Cosme e São Damião - data comemorativa em 26/09 no Catolicismo e 27/09 na Umbanda.
Nessa Linha atuam Entidades Infantis, que desencarnaram ainda crianças em sua última passagem pela Vida Terrena. Porém, o que pouca gente sabe é que, além da "Ibeijada" que atua nos Terreiros na famosa Festa de São Cosme e São Damião, existem "Caboclos e Caboclas" infantis que atuam nas demais Linhas.
Qual a diferença de um Ibeji para um Caboclinho? A diferença está na idade, na maneira que sua última vida foi conduzida ou na forma como ele desencarnou...
Normalmente, os Erês (Ibejis) possuem até sete anos, enquanto os Caboclinhos ou Caboclinhas possuem um pouquinho mais de idade ou são adolescentes. Sendo assim, podemos citar em cada uma das Sete Linhas, os seguintes trabalhadores...
Na Linha de Oxalá: Caboclinho Estrelinha, Caboclinho Raio de Sol, Caboclinho Luz do Luar, Caboclinho de Jesus, Caboclinho Luzeirinho, Caboclinho Lamparininha ou Lampadinha, Caboclinho Coraçãozinho, Caboclinho Sete Velas, etc...
Na Linha de Xangô: Caboclinho Pedrinha, Pimentinha, Machadinha, Trovãozinho, Foguinho, Cascatinha, Caboclinho das Pedras, Caboclinho do Fogo, Furacãozinho, Raiozinho, Reizinho, etc...
Na Linha de Ogun temos: Ogunzinho, Espadinha, Estradinha, Cavaleirinho, Sentinelinha, Caboclinho Guerreiro ou Guerreirinho, entre outros.
Na Linha de Oxóssi: Caboclinho dos Ventos, Caboclinho Folhinha, Caçadorzinho, Sementinha, Flechinha, Peninha (Verde, Azul, Amarela, etc); ou usando nomes indígenas, como: Coeté, Airumã, Airy, Ajira, e outros.
Na Linha das Águas: Caboclinha das Ondas, Caboclinha das Pérolas, Caboclinha Sereiazinha, Jandirinha, Conchinha, Caboclinho das Marés, Caboclinho Pescador, Cachoeirinha, Caboclinha Florzinha, Caboclinha Gota d'Água, Caboclinha Mariana, Caboclinho das Nascentes, Caboclinho da Chuva, Cachoeirinha, Caboclinha Juremeira, Jureminha, etc.
Em outras Falanges, como Baianos, Boiadeiros e Ciganos, temos: Capoeirinha, Cangaceirinho, Boiadeirinho, Vaqueirinho, Baianinho, Ciganinho, Ciganinha, entre outros.
Como qualquer Entidade que trabalha na Umbanda Sagrada, cada um desses pequeninos possui suas histórias e suas particularidades... E nós devemos respeitar!

-Toddler...Teaching the new Generations the ways of their Ancestors..precious!Resultado de imagem para crianças indigenas norte americanas

Matheus

Um Cosminho europeu...

A história de Matheus pode ser contada a partir do final, pois sua morte foi noticiada em todo o Mundo... Ele morreu no naufrágio do Titanic em 15 de abril de 1912, quando estava com 6 anos de idade.
Seus pais eram imigrantes italianos, residindo temporariamente na Inglaterra, com o intuito de começar vida nova nas Américas. Eles faziam parte da população "pobre" do navio, que ocupavam a parte submersa, realizando tarefas diversas para custear a viagem.
Matheus falava fluentemente o inglês, pois era um menino inteligente e, com isso, andava entre a classe rica realizando serviços diversos e ganhando seus trocados. Seus pais temiam por sua vida, mas ele sempre retornava são e salvo.
No dia da tragédia, como todos sabem, os ricos foram privilegiados e puderam escapar nos botes salva-vidas, enquanto os pobres ficaram à mercê da água gelada. Matheus estava com seus pais no momento do acidente mas, perdeu-se deles durante a confusão.
Quando o navio começou a afundar, conseguiu agarrar-se a um pedaço de madeira, mesmo assim, sucumbiu em função da hipotermia; que deixou seu corpo gelado e com baixa temperatura.
Matheus conversa pouco, pois é tímido, mas sorri muito e gosta de ajudar... Ele trabalha como Cosminho na Linhas das Águas, purificando, limpando e energizando os ambientes.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Indiazinha Indaiatuba

A Mensageira dos Ventos!

O nome "Indaiatuba" vem da língua tupi-guarani: indaiá (um tipo de palmeira) e tuba (grande quantidade, ajuntamento). Portanto, Indaiatuba significa Muitas Palmeiras ou Diversos Cocais!
A região de Indaiatuba, no estado de São Paulo, já era habitada desde o século XII pelos Povos Indígenas Tupis-guaranis, que cultivavam palmeiras, batata-doce, mandioca, milho, amendoim, feijão, entre outras culturas.
No entanto, a partir da segunda metade do século XVIII, a Região começou a ser ocupada por diversas Fazendas de cana-de-açúcar.
A Indiazinha Indaiatuba nasceu na Tribo dos Tupiniquins, no interior do estado de São Paulo. Era uma menina feliz com seu Povo. Gostava de brincar com os bichos, de passear na floresta e de ajudar a mãe em seus afazeres.
Vivia a correr pela Tribo e a brincar com todos que trabalhavam. Ora ajudava um em seus afazeres, ora ajudava outro... Ela também gostava de assoprar as folhas que se ajuntavam no chão só para vê-las voar. Ou então, pegava as penas das aves e brincava com elas, deixando-as cair para rodopiarem no ar.
Indaiatuba era a alegria da aldeia indígena e do Povo Tupiniquim. Mas, como nem tudo dura para sempre... Um dia, a indiazinha embrenhou-se nas Matas para buscar flores, passarinhos e outros mimos de suas brincadeiras.
Como ela demorava a voltar, saíram a sua procura e encontraram-na caída ardendo em febre. Levaram-na para a oca do Pajé que tudo fez para socorrê-la. Eles, porém não sabiam o que havia acontecido, pois ela não apresentava sinal de picada de bicho ou algo parecido.
Três dias se passaram com a Indiazinha Indaiatuba a agonizar em seu leito, quando, por fim, exalou o seu último suspiro... Foi uma comoção total na Aldeia, pois todos eram muito afeiçoados à menina. Muitos choraram dias, mas entenderam que Tupã a quis para si, tamanha era a sua generosidade.
Meses após seu desencarne, muitas índias começaram a observar na tribo alguns sinais de Indaiatuba: folhas a voarem pelo ar, penas a rodopiarem ao vento e um perfume de flores a invadir a Aldeia.
Então, elas exclamaram: "Indaiatuba está nos visitando!" E o Povo entendeu que a menina era um Espírito bom que agora habitava os Céus de Tupã.

I 10 comandamenti dei Nativi Americani | Native american wallpaper ...

terça-feira, 3 de setembro de 2013

"Fui no SARAVÁ e me falaram que fizeram MACUMBA pra mim!"

Macumba – Wikipédia, a enciclopédia livre

Normalmente quando alguma coisa dá errado na vida de algumas pessoas, a primeira coisa que elas pensam é: "Fizeram macumba pra mim!!!" ou "Alguém colocou meu nome no Saravá!!!"
Bom, antes de elucidarmos o assunto, vamos explicar e esclarecer o que é "Macumba" e o que é "Saravá", de verdade...
Makumba ou Saravá foram os nomes dados aos primeiros Cultos realizados de forma sincrética no Sul do Brasil. Inicialmente, eles eram de origem Banto (Bantu).
O termo Macumba possui duas derivações: Ma-kiumbama'kôba. Enquanto a palavra Ma-kiumba significa: "Espíritos da Noite" (ou Espíritos Noturnos); a palavra Ma'kôba (do Kimbundu) é uma espécie de instrumento africano feito de bambu, com o som parecido com o do reco-reco.
Os Cultos de Ma-kiumba (Macumba) eram realizados a noite, por conta das perseguições sofridas por seus praticantes; porque os escravizados eram impedidos de se reunir à luz do dia...
As punições eram aplicadas, principalmente, aos descendentes de Escravos, Índios, Caboclos, Mamelucos ou outros; e que não fossem descendentes diretos de Europeus, principalmente, de Portugueses.
Os Espíritos que se apresentavam nos Terreiros ou nas Roças eram os Egunguns - Espíritos dos Ancestrais dos Cultos Ameríndios, Angolanos, Nagôs, Yorubanos, ou de outros Cultos Africanos...
Ou seja, eram as Almas dos Sacerdotes das famílias escravizadas; pois, esses Espíritos queriam que sua Cultura prosseguisse, dentro de sua Linhagem, respeitando a Ancestralidade, e sem perda de tempo!
Depois, é que surgiram os demais Cultos Afro-brasileiros, com influência das Nações: Jeje, Keto, Angola, Congo, Nagô, Omolocô, Tupi-guarani, entre outros.
Agora que explicamos o termo Macumba, vamos explicar a palavra "Saravá" (ou Saravaô na forma original). Essa palavra possui o mesmo significado que Motumbá, Kolofé e Mukuiu, que são saudações e bênçãos da língua Bantu Africana.
Todas as saudações possuem uma resposta; como, por exemplo: "Mukuiu N'Zambi" (Deus te Abençoe); "Kolofé Olorun" (Deus te Proteja); "Motumbá Axé" (Muitas Bênçãos); e "Saravá" (Minhas Saudações). Depois, é claro, efetivaram-se as demais saudações específicas para cada Orixá, de acordo com a Nação ou com o Culto.
Agora, traduzindo o título dessa postagem, paulatinamente, teremos: "Fui nas Bênçãos e me falaram que fizeram Meus Ancestrais se apresentarem a mim." Ou seja, se "Fui no Saravá e me falaram que fizeram Macumba pra mim!", isso é uma coisa boa!
Primeiramente, porque bênçãos são coisas do bem (luzes, irradiações, passes magnéticos ou mediúnicos, etc.) e nossos Ancestrais (Avós, Bisavós, Trisavós...) jamais nos fariam mal... A não ser que devêssemos alguma coisa a eles!
Infelizmente, muita gente generaliza as coisas e esquece de procurar a verdade! Basta ver um despacho que já diz: "Olha a Macumba!!!" Ou então: "Isso é coisa de Saravá!!!
Por isso, aproveitando que estamos falando de "Macumba" e "Saravá", aqui eu faço uma pergunta: "Vocês acham mesmo que um Orixá, ou uma Entidade, vai querer receber sua comida ou bebida no chão de uma rua qualquer, no meio da sujeira?"
Vocês beberiam ou comeriam do chão? E ainda por cima, aceitariam prejudicar o próximo, depois de comer e beber dessa sujeira? Só se fossem Espíritos Errantes, Perdidos ou Sofredores; mas, jamais, um Orixá ou uma Entidade de Luz!
A mesma comida que eu preparo para eu comer é aquela que devo servir, com todo carinho e respeito, primeiro ao meu Orixá ou à minha Entidade (para fazer os meus pedidos) e depois aos meus convidados. Em seguida, quando "despachá-la", devo fazer isso sem poluir ou agredir a Natureza. Afinal, os Orixás são Divindades da Natureza!
Outra pergunta que lhes faço é: "Vocês sujariam sua própria casa?" Pois, cada Orixá comanda um espaço da Natureza e deseja que a Energia desse local esteja limpa, pura e equilibrada.
Por isso, cada Orixá possui o seu "Local de Entrega", como chamamos, ou Recebimento da Obrigação. Porém, podemos realizar a Festa do Orixá em nossa Casa (Templo, Tenda ou Roça) com convidados e participantes. Sempre separando a parte do "Convidado Principal" que será servido primeiro (Orixá ou Entidade) e depois servindo aos demais convidados.
O que sobrar deve ser distribuído em oferta e caridade... E o que "restar" (sobras de comida) deverá ser devolvido à Natureza, porque devemos "Devolver à terra tudo o que é da Terra!"... Devolver à Natureza significa despachar sem sujar, de forma equilibrada e adequada, em um local devido.
Lembrem-se: "Aquilo que desejo ao outro retorna a mim, com força maior!" Então, se eu faço "Magia Negra" para alguém e recebo de volta o que fiz, é lógico que minha vida começará a dar errado em todos os sentidos... Mas, não é porque alguém me fez um "mal-feito" e, sim, porque eu mesmo busquei o mal e estou colhendo!
Esse "mal" pode ser praticado por: pensamento, intenções, irradiações, trabalhos de mau uso das energias, entre outras coisas. Quer dizer, o "mal" está muito mais na intenção da própria pessoa, do que em um local.
Agora que está esclarecida essa parte, precisamos entender que um dia todos nós seremos "Eguns" (Espíritos)... Para fazermos a passagem com equilíbrio, segurança e tranquilidade, precisamos aceitar que somos Espíritos.
Isso quer dizer que todos nós precisaremos de muito Saravá (Bênção), porque muitos de nós poderão se tornar Macumbas (Espíritos Noturnos)...
Por isso, minha gente, esclarecimento é essencialmente fundamental!